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Trabalhadores rodoviários aprovam reajuste de 4,48%

Durante assembleias realizadas nesta quinta (06/02/2020) no SINTETRO-PI, trabalhadores do sistema de transporte urbano do Piauí, aprovam proposta que garante a data base para 1º de Maio

Publicado: 07 Fevereiro, 2020 - 18h08

Escrito por: Socorro Silva-CUT-PI

Socorro Silva-CUT-PI
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Rodoviários do Piauí aprovam proposta que garante data base e reajuste de 4.48% de reajuste salarial

Durante assembleias realizadas nesta quinta (06/02/2020) no SINTETRO-PI, trabalhadores do sistema de transporte urbano do Piauí, aprovam proposta vinda do SETUT-PI, após várias reuniões, e algumas mesas de negociações.

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI

A categoria, entre eles motoristas e cobradores, reivindicaram no início das negociações o reajuste de 8% no piso salarial, que foi reduzido a 6%, destacando a data base dos trabalhadores que é no mês de janeiro.

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI

O SINTETRO-PI (Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviários de Teresina), que representa os trabalhadores do sistema urbanos participou de uma reunião na última quarta-feira (04) com representantes do Setut (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina) para tentar chegar a um acordo quanto ao reajuste salarial para este ano de 2020. O intuito principal do encontro foi evitar que motoristas e cobradores deflagrassem greve por tempo indeterminado, com previsão de início na segunda-feira (10), caso não houvesse nenhuma contra-proposta favorável.

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI

Sobre o risco eminente de uma greve no transporte público em Teresina, o sindicato esclarece que desde janeiro deste ano vem tentando negociar junto aos órgãos responsáveis o reajuste salarial. Segundo Feijão - Presidente do sindicato, o reajuste na tarifa do transporte coletivo não tem ligação com reajuste salarial dos trabalhadores, como alegou os empresários.

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fernando Santos - Feijão - Presidente do SINTETRO-PI.

"É até bom que se frise que as pessoas atrelam o reajuste da tarifa ao reajuste salarial dos trabalhadores e, a gente mostra, que não tem nada a ver um coisa com a outra. Os empresários já receberam e aplicaram, mas ainda não passaram o reajuste à categoria”. Cita.

Entenda o que foi discutido durante a reunião na SRTE-PI: SETUT X SINTETRO-PI

Durante a reunião junto ao SETUT foram discutidos a data base dos trabalhadores, correção salarial além da convenção coletiva do ano passado.

A prioridade das discussões:

Mudar a data-base da categoria para maio, pegar o INPC agora e a correção de janeiro, fevereiro e março e abril no mês de maio e segurar a convenção coletiva do ano passado. No entanto, os empresários alegaram que estão sem condições de agora repassar qualquer valor para os trabalhadores.

Resultado da Mesa de Negociação:

"O Setut aceitou em partes a proposta que foi construída na SRTE que seria o reajuste de 4,48%, mudar a data base para o mês de maio e repassar o INPC, inflação do período de janeiro a abril no salário vigente", Disse Feijão.

"Eles não aceitaram discutir isso agora, só em maio. Não podemos ficar até lá sem uma convenção coletiva porque podem tomar qualquer decisão no transporte que não seja benéfica ao trabalhador. Por isso, ficou de ambas as partes sentarem com os advogados e construírem uma ata, assinada por ambos, que garantiria a manutenção dos direitos até 30 de abril. Em maio, as partes sentariam novamente e discutiriam apenas as partes sociais. As partes econômicas de tickets e salários já estariam definidas".

Os empresários não acataram a convenção coletiva, o setor jurídico do Sintetro e do Setut, fizeram um acordo para que não haja prejuízo à categoria.

Foram apresentadas três propostas durante as assembleias aos trabalhadores:

1. Reajuste de 4.48% linear, manter a data base em janeiro, e discutir a convenção nesse mês de fevereiro (Rejeitada por unanimidade pela categoria);

2. Mudar a data base para maio, com reajuste de 4.48%, e em maio repassar o INPC de janeiro, fevereiro, março e abril, em cima do salário de janeiro, e manter a convenção coletiva, sendo esta segunda parte rejeitada pelos empresários (Um acordo foi feito entre as partes, onde foi feito um documento (ata) em que garante os direitos dos trabalhadores até que se discuta a nova convenção coletiva no dia 1º de maio de 2020;

3. Se nenhuma dessas fossem aceitas, a categoria iria para uma greve por tempo indeterminado com inicio na segunda-feira dia 10 de fevereiro de 2020.

Os trabalhadores aprovaram durante assembleias a segunda proposta acima citada, por grande maioria, em que o salário dos trabalhadores tenha reajuste de 4.48%, em maio receberão o INPC do período Janeiro a Maio, e a data base fica 1º de maio.

Segundo Feijão: "Até segunda-feira a ata deverá está pronta, construída, com as certificações que os trabalhadores não serão prejudicados nesse período, caso não conste na ata nenhuma dessas situações, ou alguma outra situação que tire algum direito dos trabalhadores, nós não iremos aceitar nenhuma dessas propostas, na segunda-feira mesmo (10/02), iremos publicar o edital de greve que deva começar no dia 13. Sendo esta uma hipótese, o que está acordado é o reajuste de 4.48%, a data base 1º de maio, e a reposição das perdas no mês de maio, quero dizer que não é a melhor das negociações, mas estamos sendo contemplados na mudança da data base que é muito importante para os trabalhadores". Concluiu.

Com o reajuste, o salário do motorista sai de R$ 1.954,94 para R$ 2.039 até abril e de lá será reajustado, de acordo com o INPC. Já o salário do cobrador sai de R$ 1.195,42 para R$ 1.248,97, também reajustado a partir de maio de acordo com a inflação. A carga horária da categoria é de 7 horas e 20 minutos por dia.