Trabalhadores do setor de transporte coletivo urbano de Teresina cruzam os braços
São muitas as dificuldades enfrentadas pela categoria, ente eles motoristas, cobradores, e trabalhadores do setor da garagem também estão sendo afetados.
Publicado: 01 Fevereiro, 2021 - 12h50 | Última modificação: 01 Fevereiro, 2021 - 17h06
Escrito por: Socorro Silva-CUT-PI
O setor de transporte coletivo urbano de passageiros de Teresina-PI está um caos, são muitas ás dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, ente eles motoristas, cobradores, e os trabalhadores do setor da garagem também estão sendo afetados.
Na manhã desta segunda-feira (01), o SINTETRO-PI parou as empresas do Consórcio Theresina, as atividades foram suspensas em protesto de irregularidades cometidas contra os trabalhadores, entre elas está uma demissão por justa causa, irregularidades cometidas pelas empresas e a melhoria nos terminais de ônibus. De acordo com o SINTETRO, faltam banheiros, bebedouros e uma estrutura física para que motoristas e cobradores possam se abrigar, entre uma viagem e outra. Ainda há a falta de EPIs para o enfrentamento a Covid-19, como máscaras, álcool em gel, e sabão nos terminais para que os trabalhadores possam lavar as mãos, isso desde o inicio da pandemia que vem sendo cobrado.
A paralisação está concentrada em vários protestos e cobranças feitas através do sindicato dos rodoviários (SINTETRO) em atendimento a categoria, e que até o presente momento os empresários ainda não tomaram as providências.
Francisco Sousa, secretário de Assistência e Previdência Social do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) “Além de enfrentar essa pandemia com tantos riscos a vida, temos algumas paradas finais que não tem onde a gente beber, fazer as necessidades, ou mesmo se abrigar. Tem local que há uma árvore pra gente ficar embaixo entre uma viagem e outra. Em outro, usamos um tronco de árvore como mesa. São situações que aguardamos que sejam resolvidas, aguardamos um diálogo com a empresa porque já levamos essa reivindicação várias vezes e não fomos atendidos”. Citou.
Segundo Francisco, a demissão por justa causa de um trabalhador foi também uma das razões que levou a paralisação na manhã desta segunda (01). A demissão teria acontecido por conta de um aúdio gravado por esse trabalhador, que reclama da empresa. O trabalhador é membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). “Queremos diálogo para resolver os problemas”. Frisou.
Para Miguel Arcanjo - Secretário de Imprensa do SINTETRO-PI "O motivo dessa paralisação feita pelo SINTETRO, é que desde que nós retornamos ao trabalho em agosto sob ordem judicial, que nós estamos trabalhando em condições digamos que sub-humanas, porque a justiça determinou que retornássemos ao trabalho, só que não foi criado nenhum protocolo de segurança sanitária, e de saúde para os trabalhadores do setor de transporte, que segundo já foi veiculado que o nível de contaminação dentro de um ônibus desse ai, foi equiparado a de um hospital, então nós somos uma categoria que estamos expostos a esse vírus de forma muito direta, e não existe nenhum protocolo, nenhuma ação em relação a combater o vírus no ônibus, não é feita a sanitização, nem a distribuição álcool em gel para os trabalhadores, motoristas, cobradores, nem aos fiscais, não é fornecido máscara de proteção.
De acordo com Miguel, "Então são várias irregularidades que vem acontecendo também na garagem em relação a pagamento, trabalhador que está de férias, e eles escalam e anotam na ficha individual a falta, mesmo ele estando de férias, isso não existe. E com relação ao pagamento, nós estamos recebendo por horas trabalhadas, mas se faltarmos desconta a diária e o repouso semanal é descontado, que inclusive a empresa não está pagando, como ela vai descontar uma coisa que ela não está pagando?".
"A gente vem denunciando ao MP, desde agosto quando retornamos ao trabalho, e que até agora nenhuma providência foi tomada, e em virtude disso a gente resolveu fazer essa manifestação para chamar a atenção da Justiça do Trabalho e da Direção do Consórcio.". Disse.
O movimento foi mobilizado pelo SINTETRO, e teve ínicio com a presença da diretoria do sindicato ás 4 horas da manhã, e nenhum ônibus saiu das garagens, a paralisação acontece nas garagens das empresas do Consórcio Theresina, que é composto pelas empresas: Emtracol, Taguatur, Transfácil, Santa Cruz e Transporte Teresina. Ao todo, cerca de 200 trabalhadores estão parados entre motoristas, cobradores e demais profissionais do transporte público.
ATUALIZANDO:
Durante a paralisação dos trabalhadores, os representantes do Consórcio Theresina chamaram os representantes do Sintetro, para uma reunião entre eles o Presidente Ajuri Dias, Miguel Arcanjo, Francisco Souza, Esmerindo, e que segundo a comitiva que representa os trabalhadores, as empresas se comprometeram em sanar ás situações pontuadas nas reivindicações dos trabalhadores.
Momento em que a comissão do SINTETRO informa o resultado da reunião para os trabalhadores:
Uma Greve Geral está programada para iniciar ás 00:00h de Segunda-feira dia 08/02.




