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SEEBFPI orienta sociedade para evitar aglomerações durante pandemia

Bancários(as) ficam na eminência de contaminação e agências precisam tomar medidas urgentes

Publicado: 06 Maio, 2020 - 17h25 | Última modificação: 06 Maio, 2020 - 20h59

Escrito por: Socorro Silva-CUT-PI

Socorro Silva-CUT-PI
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Sociedade precisa entender o perigo ao ficar em filas de loterias e agências bancarias

Diante do Estado de Calamidade Pública, para evitar aglomerações que possam colocar os trabalhadores em risco de contágio pelo novo corona vírus, é indispensável o uso de máscaras ao adentrar nas casas lotéricas e agências bancárias. Mas, a maior preocupação são as aglomerações de pessoas, isso acontece principalmente por conta do pagamento do Auxílio Emergencial, lançado pelo governo, onde é necessário obter o aplicativo via internet.

A Caixa Econômica Federal disponibilizou plataformas digitais para realizar o cadastro do auxílio emergencial.  Através do site https://auxilio.caixa.gov.br/ ou Aplicativo “Caixa Auxílio Emergencial” disponível para Android ou IOS, os trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados podem solicitar o benefício que tem como objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Corona vírus (COVID-19).

O benefício no valor de R$ 600,00 será pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família. Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente será de R$ 1.200,00. Aqueles que já recebem o Bolsa Família, ou que estão inscritos no Cadastro Único, não precisam se inscrever pelo aplicativo, o pagamento será feito automaticamente.

“Para receber o auxílio não é necessário ir até uma agência da Caixa, todo o processo e o acompanhamento dele pode ser feito nas plataformas digitais. Os bancários estão atendendo somente operações essenciais”, destacou Odaly Medeiros, presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí.

Odaly Medeiros ainda pontuou que a população insiste em se aglomerar em filas nas portas dos bancos pondo em risco elas próprias e os bancários. O recomendado é ir a uma agência somente em casos de extrema necessidade e que as salas de Auto Atendimento estão disponíveis para diversas operações bancárias, bem como por meio de aplicativos e internet banking. 

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI

Acordo Coletivos:

"Nós temos trabalhado mantendo os nossos acordos coletivos, nossos direitos,  sabemos perfeitamente que diante dessa pandemia do corona vírus, ela trouxe uma mudança radical na vida de todos nós, não só dos trabalhadores mas da sociedade como um todo, nós temos tido muitas dificuldades, porque mesmo a gente enfrentando essa pandemia, o governo federal continua apresentando e aprovando suas medidas provisórias, é só você verificar  a 927 e a 936, que são duas medidas provisórias que afetam diretamente os trabalhadores, verificando aqui no caso dos nossos bancos privados, os mesmos estavam aplicando  as medidas provisórias com demissões, redução de salários, e nós imediatamente chamamos uma mesa de negociação e conseguimos fechar um acordo periódico, uma garantia de 120 dias pela não demissão de nenhum dos trabalhadores ou trabalhadoras,  que é a garantia do emprego, a não redução do salário, a não alteração na jornada de trabalho,  mantendo todos os outros direitos". Citou.

Segundo Odaly, essa conquista foi alcançada em mesa de negociação apenas para o banco Santander, Itaú, e BV financeira, existe ainda os outros bancos que ainda estamos negociando. "Quanto aos bancos públicos ainda não temos nenhum aditivo nesse momento, porque nós conseguimos no período da pandemia ainda com a medida provisória 925, que aquela dali sim obriga a trabalhar aos finais de semana, muda a jornada de trabalho, era uma medida provisória muito ruim para todos nós que ela caducou. Mas ainda quando ela estava em rigor nós conseguimos negociar ampliando a lucratividade do nosso acordo coletivo, e mantendo todos os nossos direitos, e não aplicabilidade da medida provisória. Esse governo é muito inconstante, o fato é que estamos mantendo uma negociação permanente, inclusive com relação a caixa econômica com esse pagamento do auxílio emergencial, estamos reivindicando já há alguns dias a questão da descentralização desse pagamento na caixa, que ele seja também efetuado pelos outros bancos, mas sem dúvida que diante de todos os sacrifícios, e entraves que a gente tem pelas próprias medidas provisórias, pelo governo que não ajuda os trabalhadores, a gente vem conseguindo manter nossos acordos coletivos de trabalho, e a nossa convenção coletiva de trabalho, nós tendo mantidos iremos manter a negociação e não vamos dar trégua". Disse.

Casos do Covid-19 no Piauí:

"Na categoria bancária não foi registrado nenhum caso positivo, foram apenas alguns casos suspeitos, onde a partir deste registro, o trabalhador é afastado, a agência é fechada por três dias para higienização, e em seguida volta a funcionar, e aquele(a) trabalhador(a) fica em quarentena, até fazer os exames, e caso seja comprovado a presença do vírus, é óbvio que esse(a) trabalhador(a) não volta enquanto não se tratar".

Registros em outros estados:

"A nível nacional nós temos registros de algumas ocorrências no setor bancário, o governo e os banqueiros, eles não divulgam os números reais, o que nós temos certeza é que sete colegas  bancários, sendo 02 da Bahia, 01 do Maranhão, e em outros estados,  já perderam suas vidas acometidos do Covi-19, lamentavelmente".

"A vulnerabilidade muito grande nas agências bancárias, porque os próprios clientes as vezes assim condiciona, com a falta do uso das máscaras, que agora é obrigatória, e o SEEBFPI está tendo o cuidado de conversar com os gerentes das agências bancárias, para que não deixar o cliente adentrar nas agências se não estiver usando a máscara, manter o distanciamento de 2 metros é uma das coisas que também tem sido controlado, como também o fluxo de cliente, e nós estamos acompanhando as unidades, mas o problema maior está exatamente nas ruas, aglomerações, pois o prefeito determina que a responsabilidade é dos bancos. Salvo dizer que os bancos não estão tendo condições de atender nem aquelas operações que são presenciais, que são inúmeras, tem gente demais, imagina controlar filas na área externa, no meu entendimento nas ruas é responsabilidade pública, é governo do estado, é prefeitura, mas ao lançar em seu decreto que passa o compromisso para os bancos, a prefeitura está se eximindo desta responsabilidade, usa exatamente a guarda municipal, chama a polícia, como em alguns outros estados está acontecendo, numa ação conjunta, eles estão organizando as filas, orientando e educando as pessoas, mas não é estar lá com o revolver na cintura, se exibindo, e humilhando as pessoas, pois eles podem, e devem obedecer, pois eles são autoridades, e isso faz com que não aconteça o que foi registrado em Teresina e em outros estados, onde os nossos colegas bancários foram acometidos de agressões  ao tentarem organizar as filas, mas nós estamos atentos acompanhando diariamente, e a disposição para dar suporte a eles(as) no que for necessário". Finalizou.