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Queda da gasolina concentrou renda e não chegou ao consumidor

Distribuidoras de combustíveis ignoram redução de preços e prejudicam o mercado consumidor. Se com a Petrobras estatal já fazem o que querem, o que se dirá se a empresa for privatizada?

Publicado: 29 Novembro, 2018 - 12h56 | Última modificação: 29 Novembro, 2018 - 21h18

Escrito por: RBA

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As distribuidoras de combustíveis brasileiras terão até 15 dias para explicar por que a redução de preços praticada pela Petrobras (nas refinarias), que já acumula 20% este mês, não chegou ao bolso dos consumidores.

A ‘intimação’ foi feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, e está descrita na matéria da Agência Reuters, publicada na Folha de S. Paulo, desta quarta-feira, dia 28.

A principal distribuidora é a BR, com 24,14% do mercado e controlada pela própria Petrobras, além da Raízen, controlada pela Cosan e Shell, e a Ipiranga, do Grupo Ultra.

Já os postos de gasolina estão pulverizados em milhares de revendas pelo Brasil.

A redução de preço só foi possível com a decisão do governo, pressionado pela greve dos caminhoneiros, de ampliar a produção nas refinarias da Petrobras e, mesmo assim, não teve nenhum benefício para a população, ao contrário, ampliou o lucro dos postos de combustíveis e das distribuidoras. Resultado: mais concentração de renda.

A pergunta é: se mesmo tendo a Petrobras participação e poder de decisão sobre as refinarias e sobre a BR Distribuidora, o mercado faz o que bem entende dos preços dos combustíveis no País, como será se a Petrobras for privatizada? Será entregar o ouro para o bandido, como diz o ditado popular.

O aumento da produtividade, obtido com os novos campos do Pré-Sal, deveria representar ganhos para os trabalhadores e trabalhadoras do setor de petróleo e para os consumidores brasileiros, mas não é isso que está sendo verificado pela própria ANP.

O que têm ocorrido, no Brasil pós-2016, são repetidas medidas em várias áreas que se tornaram ainda mais concentradoras da renda e esse deve ser o principal foco de luta, que a população brasileira, por meio de suas instâncias de organização deve combater sem tréguas.

*Rafael Marques é presidente do Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento, o TID-Brasil e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

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