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Mulheres têm desafios a enfrentar no campo da ciência

Evento na Uerj reúne mulheres e meninas para discutir como aumentar a presença feminina no campo da pesquisa científica no país

Publicado: 09 Outubro, 2019 - 12h04

Escrito por: RBA

PIXABAY
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De acordo com dados da Unesco, apenas 28% dos pesquisadores no mundo são mulheres

São Paulo – Incentivar meninas que ainda estão em idade escolar a conhecer a ciência e seus desafios é a proposta que está no centro da Semana de Meninas e Mulheres na Ciência, realizada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Trata-se de um projeto para mostrar que as mulheres podem ocupar todos os espaços na sociedade.

Segundo reportagem de Viviane Nascimento, no Seu Jornal, o evento recebe cerca de 80 meninas por dia para debater sobre questões que envolvem o meio científico.

“As escolas têm se interessado em mostrar de fato que a ciência pode ser feita por mulheres e principalmente por meninas”, afirma Natália Valente, da coordenação do evento.

“A gente deve começar desde cedo a ter esse contato com a Ciência. E também as universitárias, que a gente tenta mostrar para elas que (a formação) não acaba na graduação. A gente pode continuar com mestrado, doutorado e aplicar isso na nossa vida, tanto acadêmica quanto profissional”.

De acordo com dados da Unesco, apenas 28% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

A médica e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fernanda Cruz é uma delas. Premiada por sua pesquisa sobre tratamentos menos invasivos para doenças respiratórias, ela conta que embora as mulheres sejam maioria na área biomédica, isso não se reflete nos financiamentos de pesquisas.

“Apesar de sermos a grande maioria quando se fala em ciências da vida, quando a gente vai falar de altas posições dentro das bolsas de produtividade, um A ou um B, existe já uma disparidade, que os homens são maioria dentro dessas bolsas”, afirma Fernanda.

Ingrid Rosa chefia o departamento responsável pelo licenciamento de indústrias ligadas a petróleo, gás e energia, no Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Ela acredita que o fato de mulheres ascenderem a cargos de poder resulta em uma mudança nas estruturas das instituições.”A nossa secretária é uma mulher e o staff dela é todo feminino. A minha gerência também, então, somos três líderes. Isso é uma característica dessa inserção da mulher nesses lugares onde anteriormente era limitado”.

Ao longo da semana, o evento realizou workshops para mulheres com temas como liderança, por exemplo, e oficinas para meninas em idade escolar, nos campos de geociências, física, química, biologia em uma experiência para abrir possibilidades.