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“Movimento Saúde Piauí” é lançado com atividade nesta sexta 05, em frente ao HGV

O Movimento denuncia que o Governo do Estado não tem tomado – com a necessária responsabilidade e eficiência – nenhuma das medidas de proteção aos trabalhadores que atuam no enfrentamento ao Covid-19

Publicado: 05 Junho, 2020 - 11h46 | Última modificação: 05 Junho, 2020 - 14h33

Escrito por: Socorro Silva-CUT-PI

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Saúde é prioridade para todos e todas

Diversos profissionais de saúde se reuniram diante de dois dos principais hospitais no combate à pandemia de Covid-19 na manhã desta sexta-feira (5) para fazer uma manifestação e cobrar melhores condições de trabalho. Os protestos aconteceram em Teresina e em Picos, a 320 km da capital. Os profissionais afirmam que faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de qualidade e exigem o pagamento do adicional de insalubridade de 40%.

Manequins, cartazes e balões pretos e brancos foram utilizados em um ato que reuniu todas as categorias da saúde em frente do Hospital Getúlio Vargas (HGV) nesta sexta-feira(05), no “Movimento Saúde Piauí”, que tem o objetivo de chamar atenção do governo para os profissionais da saúde que estão trabalhando em todos os setores nesta pandemia. A atividade teve início ás 08h da manhã.

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A coordenação do movimento ressalta que o protesto não representa aglomeração de pessoas, mas um ato simbólico de denúncia e luta pelas pautas comuns às várias categorias da saúde pública do Piauí.

“Denunciar o descaso do Governo do Estado do Piauí com os servidores da Secretaria de Saúde lotados nos hospitais da rede estadual; e alertar às autoridades sanitárias de todos os níveis (municipal, estadual e federal), bem como à sociedade civil, para os riscos de colapso do sistema, em virtude do adoecimento e da contaminação generalizada de servidores”, diz a organização do Movimento Saúde Piauí.

Em relação ao EPIS, a presidente do Sindicato dos Servidores em Estabelecimentos de Saúde (Sindespi), Geane Sousa, que representa todos as categorias desde os operacionais até a fisioterapia, disse que os servidores não estão recebendo EPIs de qualidade.

“Os que estão no setor Covid-19 estão protegidos, porque eles recebem EPIs de qualidade, mas quem está fora está se contaminando, já temos mortes de pessoas e temos o maior índice de servidores, tanto administrativo, operacional, motoristas, maqueiros, motoristas, todos contaminados. Nós queremos os testes e a retestagem porque estão espalhando contaminação, porque não temos como comprovar e vai espalhando para todos e assim até fecha os setores”, ressalta Geane que contabiliza 49 servidores afastados. 

O Movimento denuncia que o Governo do Estado não tem tomado – com a necessária responsabilidade e eficiência – nenhuma das medidas de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras que atuam no enfrentamento à Covid-19 no Piauí, além de promover ataques diários aos direitos dos servidores, em plena pandemia.

Destacam-se as seguintes condutas inadequadas da Administração Estadual:

1) Dificuldade e falta de uniformidade nos processos de afastamento de servidores idosos e portadores de comorbidades;

2) Redução da remuneração dos servidores afastados;
3) Ausência de exames de testagem e re-testagem para servidores expostos cotidianamente no ambiente de trabalho;
4) Negligência no fornecimento de EPI’s de qualidade adequada e em quantidade suficiente;
5) Descaso e abandono dos servidores infectados, sem nenhuma política de assistência e orientação às famílias e às pessoas de seu entorno que, inclusive, poderão estar contaminadas sem sintomas, potencializando a disseminação comunitária do vírus;
6) Apropriação indevida dos valores consignados em folha para pagamento de empréstimos, planos de Saúde (IASPI e PLAMTA) e das contribuições associativas. Com isso, os servidores estão sem atendimento na rede de hospitais e clínicas conveniadas, recebendo cobranças indevidas de empréstimos descontados na folha e não repassados aos bancos e, por outro lado, as entidades estão sem receber em dia as contribuições associativas, também recolhidas na folha de pagamento;
7) Continuidade do congelamento ilegal do Adicional de Insalubridade, recusa de pagar os 40% aos servidores efetivos e redução da insalubridade dos servidores temporários.