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Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher é marcado por ato público

#25Novembro - Campanha de 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, e pelo direito a vida

Publicado: 25 Novembro, 2020 - 20h58 | Última modificação: 25 Novembro, 2020 - 23h56

Escrito por: Socorro Silva-CUT-PI

Socorro Silva-CUT-PI
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#25Novembro

A violência contra as mulheres, o racismo, o preconceito infelizmente, fazem parte de uma triste realidade em todo o mundo e atinge mulheres de todas as raças e classes sociais. Em 2020, com a pandemia do Covid-19, observou-se um aumento considerável de casos de violência doméstica, em especial de feminicídios.

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI

A CUT-PI. junto com o Fórum de Mulheres Piauienses, marcaram o Dia 25 de Novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, com um ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Piauí. Munidas com cartazes, com máscaras e álcool em gel, para a proteção contra a contaminação do Covid-19, elas deixaram a sua mensagem, falando sobre o combate à violência contra as mulheres, a necessidade de políticas públicas voltadas para as mulheres, cobraram do judiciário que os processos tenham celeridade, que se tenha mais respeito pelas muitas vidas de mulheres que foram ceifadas por seus agressores e que os mesmos continuam livres sem julgamento, sem contar aquelas que vivem ainda sobre ameaça constante sem ter a proteção devida, e em virtude disso silenciam por medo, e mais precisamente por estarem desacreditadas que haverá justiça, tendo em vista a realidade que assola o cenário judiciário, com a  lentidão e o descaso que ora ocorre.

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI 

Antônia Ribeiro - Secretaria Estadual de Combate ao Racismo da CUT-PI:"A violência contra a mulher vem aumentando a cada dia, o feminicídio também, queremos que os culpados sejam julgados, queremos justiça para as mulheres que sofrem todos os tipos de violência, queremos denunciar a impunidade desses agressores, estamos reivindicando que os processos sejam desengavetados, queremos que seja dada a punição devida aqueles que cometeram quaisquer que tenha sido o crime contra as mulheres, basta de violência contra as mulheres, queremos respeito, dignidade, não abrimos mão dos nossos direitos e nem tão pouco de nossas vidas". Destacou. 

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Jesus Lima - Coordenadora do Fórum Piauiense de Mulheres "Os processos de casos de feminicídios  no nosso estado estão engavetados, e a nossa articulação a nível de Teresina, e estado, é para chamar a atenção do judiciário, estamos unidas para reivindicar que esses processos sejam julgados, queremos registrar aqui para o poder público,  que mesmo que eles achem que nós mulheres sejamos minorias, mesmo com tudo, nós temos coragem de lutar pelos nossos direitos, chamamos a atenção para as condições do nosso estado que está muito fragilizado, faltam políticas voltadas para as mulheres, queremos respeito principalmente por parte do nosso judiciário, nós estamos lutando e defendo nossas vidas, queremos justiça pelas muitas mulheres que perderam suas vidas". Disse.

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Tatiana Cardoso - Advogada "A gente busca através desse ato de ativismo, o combate a violência contra a mulher, não só na violência doméstica, mas a questão do feminicídio, os crimes de feminicídio no Piauí, eles estão crescentes, e nós estamos cobrando justamente nesse ato de 2020, a questão da celeridade  processual desses agressores onde eles não foram punidos, e ainda estão em processo de julgamento, e alguns tendem infelizmente pelo prazo da justiça em não responderem porque prescreve, ou o excesso de prazo, ou prescreve o crime, e a justiça de forma morosa e lenta não resolve essa situação da punibilidade do agressor, no caso o réu". Citou.

Feminicídios - Papel da Família

"O papel fundamental da família seria a educação, porque tudo é através da educação, nós educarmos nossos filhos, e nossas filhas, que ninguém é dono de ninguém, que todo mundo tem que ser respeitado, que o menino não pode bater na menina, pois se isso ocorrer que a família o chame para uma conversa, pois ninguém nasce machista, violento ou racista, a sociedade é que transforma essa pessoa, é através da educação das crianças, do orientar de forma saudável principalmente para os meninos, que mulher não são objetos de ninguém, que ninguém é de ninguém, a questão do respeito, é isso que a gente bate mesmo na tecla dizendo que a questão da violência doméstica é questão de educação dos pais, infelizmente a gente vive numa sociedade patriarcal e machista, e isso a gente sabe que o efeito lá na frente é devastador, porque destrói as famílias, independente da raça, da classe social, da etnia, a violência doméstica, e o feminicídio estão em todas as classes sociais". Concluiu. 

Socorro Silva-CUT-PISocorro Silva-CUT-PI

A manhã desta quarta (25) foi marcada pela força da mulher, que contou com o apoio de alguns companheiros em fortalecimento a luta, contra a violência, o racismo, o feminicídio, o preconceito, e pela vida. Estiveram presentes representantes de várias entidades que compoem o Fórum de Mulheres Piauienses, Sindicato da Educação-Sinte, e Sindicato dos Comerciários.

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