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CUT-PI propõe a criação de uma Frente Parlamentar em favor de uma renda mínima

Durante reunião com o governador do estado uma das prioridades foi a discussão sobre reajustes de servidores, e progressões.

Publicado: 13 Outubro, 2020 - 20h56 | Última modificação: 14 Outubro, 2020 - 00h51

Escrito por: Socorro Silva-CUT-PI

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A CUT - PI esteve em reunião com o governador do Estado do Piauí, Wellington Dias, com o objetivo de construir uma agenda positiva para destravar várias pautas de interesses do conjunto dos servidores e empregados do Estado, e também solicitar do líder do governo na Assembleia Legislativa o Deputado Estadual Dr. Francisco Costa, a criação uma frente parlamentar em defesa da garantia de renda mínima e a manutenção do auxílio emergencial no valor de R$600,00 reais,  enquanto os trabalhadores e as trabalhadoras permanecerem desempregados (as).

Paulo Bezerra - Presidente da CUT-PI "Nós da CUT/PI estamos com uma nova agenda para discutir com a população, com a classe trabalhadora, aqui no Piauí a nossa missão teve início nesse final de semana, nós construímos uma agenda com o governo do estado, para discutir o desemprego, discutir uma política de geração de renda, uma sustentação mínima para a classe trabalhadora desempregada, para as famílias que estão sem ocupação nesse momento, a situação já não era tão favorável assim, aliás era grave, mas agora nós estamos numa situação gravíssima, isso tudo por conta da pandemia mundial, e aqui no estado essa pandemia atacou de frente as classes mais vulneráveis, gerou muito desemprego e trouxe uma preocupação maior para nós do mundo sindical, nós da CUT estamos preocupados cada vez mais, e isso nos obrigou a construir uma agenda pra buscar uma solução, tentar construir junto ao governo do estado uma proposta que possa viabilizar numa geração de renda especialmente para a classe trabalhadora que está desempregada agora, levando em conta que o auxílio emergencial já está numa fase de redução de valor, o governo está reduzindo em 50% o auxilio emergencial, isso foi uma renda importante conquistada pelas centrais, pelo congresso nacional para minimizar o sofrimento da população, e veio a calhar bem, melhorou e deu para basicamente a situação das pessoas. Agora estamos numa situação pior, não surgiu novos empregos, a economia continua ruim, e já é uma realidade a redução do valor do auxilio emergencial até o período do mês de dezembro, mas nós queremos, a nossa pauta é garantir uma renda mínima para esses trabalhadores, nós temos que ter uma política voltada para a geração de emprego e renda sim, mas pelo fato de estarmos numa situação emergencial, precisamos garantir que esses trabalhadores tenham a manutenção do auxilio emergencial no valor de R$600, e para isso o parlamento tem que estar alinhado, os governadores precisam se aliar com o parlamento brasileiro para garantir que esse auxilio permaneça enquanto o cidadão estiver desempregado, pai de família, mãe de família, ter esse auxilio, levando em conta que o governo agora quer acabar com o bolsa família, com o objetivo de criar um novo programa sem ter financiamento, e tenta financiar esse programa com o dinheiro da educação, e nós somos totalmente contrários a isso, e nós precisamos desse diálogo, e nesse diálogo com o governo do estado nós fomos muito além, nós conversamos com o líder do governo na  assembleia legislativa, o deputado Francisco Costa, reivindicando daquele parlamento que crie uma frente parlamentar em defesa da renda mínima e da garantia do auxilio emergencial, precisamos dessa frente, precisamos que o parlamento do Piauí chame para si a responsabilidade de garantir o mínimo para essas famílias, acho que essa proposta nossa ela pode ser viabilizada se houver o envolvimento de todos e todas, a CUT está trazendo a proposta e vamos dialogar com as demais centrais, com todo o movimento sindical, nossos sindicatos fortes, com a FETAG, com os sindicato urbanos e dos trabalhadores rurais também, precisamos ter todos os segmentos envolvidos, precisamos envolver também todas as associações de moradores de todo o estado, as federações e confederações, é um movimento amplo". Disse.

Segundo Paulo Bezerra, "Foi importante manter esse diálogo com o governador no seguinte ponto, agora o governador do estado é o presidente do consórcio dos governadores do Nordeste, e nós da região nordeste  temos o Fórum  das CUTs do Nordeste, nós tínhamos o interesse e conseguimos construir uma agenda  com o consorcio fórum das CUTs do Nordeste, esse fórum tem  interesse em discutir, em viabilizar propostas que possam trazer na geração de emprego e renda, nós temos buscado dialogar com os governadores da região com esse objetivo, levando em conta as nossas diferenças regionais, isso seria importante que o envolvimento fosse amplo, e que  trabalhasse isso no coletivo, então se tem um consórcio dos governadores no nosso estado, e o governador do estado do Piauí é o presidente agora, então seria justo que a gente o provocasse para que ele construísse essa agenda e a gente possa ter essa oportunidade de colocar a nossa posição, as nossas ideias para garantir o retorno dos empregos, garantir uma economia mínima, e garantir especialmente a permanência do auxilio emergencial com valor de R$600,00, até que essa família consiga um emprego. Nós da CUT estamos dando o primeiro passo, também nós estamos preocupados com a questão da pandemia, e a duração dessa contaminação desse contagio aqui no Piauí, e nós temos que rediscutir o retorno as aulas também". Citou.

PAUTA IMPORTANTE REAJUSTE DE SERVIDORES E PROGRESSÕES:

"Uma pauta também importante que nós também colocamos na mesa, foi a pauta de discussão sobre reajustes de servidores, progressões, é uma agenda que está travada em alguns setores há anos, e nós não podemos estar deixando de discutir, a Lei que impede reajustes que foi aprovada pelo governo federal, reajuste do setor público do estado, do município e da união, ela precisa ser melhor analisada quando se trata de discutir assuntos referente aos reajustes nos estados e municípios, porque tem as agendas que são de anos anteriores, tem negociações atrasadas em que a lei não pode prejudicar uma negociação que já está em andamento, tem que ser uma análise geral, na nossa opinião precisamos estar discutindo sim, e a informação que nós tivemos na CUT, é que o estado saiu da lei de  responsabilidade fiscal, então é o momento certo da gente fazer essa discussão sobre progressões, sobre reajuste e gratificações que estão em atraso há muito tempo, precisamos também estar discutindo do retorno as aulas, é muito preocupante, não é garantido a segurança do retorno seguro as aulas, mesmo se tratando do terceiro ano, que é o que o governo está colocando para reiniciar no dia 19, nós conversamos sobre essa questão também, e nós não defendemos pelo simples fato de que a pandemia está ainda num momento muito grave no estado do Piauí, nós temos o aumento de óbitos, o aumento nos contágios, é uma estabilidade sem sustentação sempre pra cima, não pra menos, horas sobe e nunca tem declínio, portanto para garantir que as famílias não recebam um contagio dentro de casa vindo dos alunos, que os professores tenham a garantia do trabalho sem se contaminar, é preciso que nós não defendamos o retorno das aulas, vendo a situação que é grave ainda aqui no estado do Piauí, nós continuamos defendendo que as aulas só deverão ter retorno quando tiver uma vacina para proteção dos alunos, dos professores, dos trabalhadores em educação e das famílias, essa é a defesa da CUT". Declarou.

MOVIMENTO NACIONAL CONTRA A CARISTIA:

"Nós também temos que estar discutindo um movimento nacional contra a carestia, esse movimento que a CUT está idealizando, uma proposta importante que pede, solicita o envolvimento da sociedade, esse diálogo tem que ser um diálogo direto, nós precisamos estar dispostos a fazer essas mobilizações envolvendo todos, as federações, as demais centrais sindicais, as associações de moradores, o movimento sindical, precisa envolver a população nesse dialogo de defender o mínimo, a garantia mínima para as pessoas que não tem renda alguma, estamos vivendo um momento grave, e essa gravidade da situação exige de nós uma mudança de comportamento, nós precisamos ir para além da defesa de classe, precisamos sair de vez do corporativismo, a população precisa de nós, e nós da CUT estamos idealizando e colocando em prática nossas ideias, e pra isso nós precisamos do envolvimento de todos, precisamos do compromisso do governo, de prefeitos, de vereadores e de deputados. Por se tratar de um projeto amplo, não se trata de uma reivindicação sindical, um projeto de desenvolvimento que possa melhorar a qualidade de vida do povo, nós estamos passando por um momento de empobrecimento grave, um momento em que mais de 15 milhões de brasileiros e brasileiras estão passando da linha da pobreza para a miséria, o retorno da fome, o retorno da pobreza grave, e se a gente não tiver o compromisso de todos, não tem como a gente avançar nessas questões, precisamos estar atentos as mudanças que estão sendo propostas pelo governo federal, as políticas implementadas nos nossos estados e municípios, e essa discussão tem que ser ampla, aberta, não dá pra fazer uma discussão fechada, dentro de um movimento único, é discussão no coletivo, é uma responsabilidade conjunta das entidades que tem que buscar o envolvimento da OAB, da Igreja, e da sociedade civil em um todo, esse é o projeto que nós queremos idealizar, mas pra isso nós temos que manter um diálogo forte, o Fórum das CUTs do Nordeste com o Consórcio dos Governadores da região, e a receptividade que nós tivemos do governador, e o compromisso foi firmado, a agenda foi construída falta só uma data,  foi acessível, a proposta para criar uma Frente Parlamentar  foi uma reivindicação da CUT e ela foi aceita pelo líder do governo que vai enfrentar, nós vamos fazer as solicitações documentais para criar uma frente parlamentar em favor de uma renda mínima, e pela manutenção do auxilio emergencial no valor de R$600,00 enquanto durar essa fase crítica do desemprego, e de uma economia muito ruim, então é essa é a nossa posição que estamos levando ao conhecimento do movimento sindical, e a sociedade para garantir que a classe trabalhadora que está desempregada, as pessoas  mais vulneráveis possam ter a proteção do emprego, e enquanto isso não acontecer ter o mínimo para se manter, e ter dignidade com a sua família, a CUT vai continuar defendendo essa proposta e vai buscar uma aliança ampla dentro do movimento e com a sociedade e com as entidades para que isso possa se tornar de fato concreto". Concluiu.

E AUMENTA AINDA MAIS  A PRESSÃO DA CUT E DEMAIS CENTRAIS SINDICAIS SOBRE A CÂMARA FEDERAL PELA MANUTENÇÃO DO AUXÍLIO EMERGENCIAL

A CUT e as centrais sindicais Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB aumentam ainda mais a pressão sobre a Câmara Federal pela votação e aprovação da manutenção do auxílio emergencial em R$ 600. A partir desta  semana, começa a ser veiculada em emissoras de rádio comunitárias, web e parceiras chamadas para denunciar que reduzir o auxílio emergencial para R$ 300, como decidiu o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), é um crime contra o povo brasileiro.

A peça nas emissoras de rádio é mais uma ação da campanha unitária das centrais sindicais “600 Pelo Brasil – Coloca o Auxílio Emergencial pra votar, Maia”, lançada em 17 de setembro. O objetivo é ampliar a pressão sobre os parlamentares para votar, imediatamente, a Medida Provisória (MP) nº 1.000/2020, publicada no dia 3 de setembro pelo governo Bolsonaro. A MP prorroga o auxílio até dezembro, mas o reduz à metade, para R$ 300. O Fórum das Centrais Sindicais luta pela manutenção dos R$ 600 (R$ 1.200 para mães chefes de família).

A campanha tem também ferramentas virtuais para pressionar os deputados: o site NaPressão e o abaixo-assinado online.