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Coletivo de Mulheres da CUT realiza reunião ampliada em Teresina

Mulheres trabalhadoras de sindicatos e federações CUTistas reuniram-se, nesta quinta-feira (31/01), na sede da Central estadual, para discutir questões relativas à perda de direitos e Marcha das Margaridas

Publicado: 01 Fevereiro, 2019 - 13h37 | Última modificação: 01 Fevereiro, 2019 - 15h46

Escrito por: Socorro Silva

Socorro Silva - CUTPI
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Coletivo Estadual de Mulheres da CUT-PI

A retirada de direitos da mulher trabalhadora foi tema de uma reunião ampliada realizada na manhã desta quinta-feira (31/01), no auditório da sede da CUT-PI, em Teresina. Organizadas em semicírculo, elas representaram federações e sindicatos CUTistas, do campo e da cidade, além de movimentos populares. A convite do Coletivo de Mulheres da CUT-PI, que organizou a atividade, A Secretaria de Mulheres da CUT-PI Antônia Ribeiro realizou uma análise de conjuntura durante a abertura da reunião.

Socorro Silva - Ascom-CUTPISocorro Silva - Ascom-CUTPI

“Estamos aqui reunidas para discutir a nossa organização do 8 de Março na perspectiva do que fazer com quem fazer e como fazer, e a Marcha das Margaridas que será no mês de Agosto em Brasília , tendo em vista que esse ano é um ano importante para que essa marcha aconteça, reunindo as mulheres trabalhadoras do campo, das águas, rurais, da cidade, da floresta, das águas, de todas as cores e de todo o Brasil, todas as mulheres que fazem de alguma forma a luta de políticas públicas para as mulheres, dos movimentos sociais, quilombolas, mulheres das pastorais, negras, partidos, sindicalistas, coordenadoria de políticas das mulheres do governo do estado, e estudantes, foram convidadas para a reunião do coletivo estadual de mulheres da CUT-PI.” Disse Antônia Ribeiro.

Socorro Silva - CUTPISocorro Silva - CUTPI

A Secretaria de Mulheres da CUT-PI Antônia Ribeiro, deu inicio a analise de conjuntura destacando que após as eleições de 2018 que as mulheres sofreram a retirada de direitos, citando ainda que o governo cumpriu realmente o que ele vinha dizendo durante a sua campanha que ia fazer: “Nós todas já sabíamos que isso poderia vir a acontecer, lutamos, rebatemos, mas aconteceu, não só pelo Nordeste, mas pelas mulheres como um todo, grande parte elegeram o Bolsonaro, de fato nós sabemos que somos 52% dos eleitores do Brasil e que se nós tivéssemos tido a compreensão que ele não seria um governo bom, viável para todas nós, acredito que quem votou não o teria feito,  agora o que temos que fazer é nos unir, nos reorganizar, nos dar as mãos, nos reencontrar, porque a luta não vai ser fácil, vai ser muito difícil, e a perda de direitos só vai aumentar, estamos vendo ai a Reforma Trabalhista que foi aprovada em 2018, e que já está sendo implementada dentro das fabricas e empresas, atingindo principalmente as mulheres negras, e agora a Reforma da Previdência, que caso venha a ser aprovada vai trazer consequências a nós mulheres”. Citou.

Em se tratando das reformas e primeiras decisões do atual presidente, Antônia Ribeiro afirmou que nós mulheres somos todas o seu foco. Ainda segundo a dirigente, as mulheres são o alvo principal das perdas de direitos. Por isso, nada mais justo que a voz fosse concedida a todas as participantes da atividade. Aplicando a democracia na prática, Antônia sugeriu que todas as mulheres presentes pudessem falar antes de ela mesma fazer as próprias considerações e encaminhamentos.

Socorro Silva - Ascom-CUTPISocorro Silva - Ascom-CUTPI

Esteve presente na reunião do coletivo de Mulheres da CUT-PI, o Presidente da Central – Paulo Bezerra, que citou em sua fala a importância do Coletivo, citando a pauta da Reforma da Previdência onde disse que segundo ele “As mulheres estão sendo prejudicadas com essas ameaças de retirada de direitos, esse novo governo não está medindo as consequências dos danos causados aos trabalhadores e as trabalhadoras, quero parabenizar a secretaria de mulheres pela organização dessa atividade que mostra o empoderamento das mulheres, esse governo está atacando de todos os lados, e a união das Mulheres nesse momento é fundamental para a defesa dos seus direitos”. Concluiu.

ReproduçãoReprodução

A organização do Coletivo de Mulheres propôs novos encontros, previstos para o mês atual Fevereiro. As participantes definiram, ainda, realizar ações conjuntas e o Dia Internacional da Mulher (8 de março), a serem definidas.

Participaram da Reunião do Coletivo Estadual de Mulheres da CUT-PI, representantes de várias entidades como SINSEP-PI, SINTE, SINTSHOGASTRO, AMES, SINDPD, SITRICOM, CEPM, MOPS, STTR, MTC, PT, SITRACONF, AMBSJ, FETAG.

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