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24/01/ Dia Nacional do Aposentado não tem o que se comemorar

O sentimento é de insatisfação, indignação com o descaso do governo que vem atacando aposentados, pensionistas e idosos e a classe trabalhadora como um todo.

Publicado: 23 Janeiro, 2020 - 14h22 | Última modificação: 24 Janeiro, 2020 - 18h26

Escrito por: Socorro Silva-CUT-PI

Socorro Silva-CUT-PI
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Na data em que é homenageado, o aposentado não tem o que comemorar. Nos últimos anos, a categoria tem sido castigada com a perda no poder de compra em seus benefícios e o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que é fundamental para toda a população, mas, principalmente, para os idosos.

A reforma da Previdência aprovada pelo governo no ano passado, além de deixar o direito à aposentadoria algo quase inatingível para uma ampla parcela dos trabalhadores, atacou as viúvas (e viúvos), que passaram a sofrer um corte de até 40% em suas pensões.

Desmonte do INSS

Além disso, está em curso um processo, que já vem de governos anteriores, de desmonte da Previdência. Agora, sob a gestão Bolsonaro, há uma intensificação desse movimento, que, em última análise, busca preparar o terreno para a privatização do sistema (algo já proposto pela reforma da Previdência, mas que acabou não se mantendo na tramitação do texto no Congresso Nacional).

O desmonte fica evidente quando observamos o atual caos no atendimento do INSS, que está com mais de três milhões de pedidos de aposentadoria e outros benefícios parados. A análise para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, está demorando mais de um ano. O BPC é dirigido a idosos pobres. Um completo descaso!

Ao invés de combater o problema com a contratação de novos servidores, que melhorariam o atendimento e agilizariam a análise de pedidos, o governo Bolsonaro está militarizando o órgão. O Palácio do Planalto anunciou a convocação de 7 mil militares da reserva para atuar no INSS, sem que eles tenham qualquer experiência na função. Concursos públicos para o instituto não são realizados desde 2014.

Fonte: vozdoaposentado.com.br